ato de coragem

Webserie aposta em elenco 100% inclusivo para discutir tabus sociais

"Mulheres em Série" chega à terceira temporada trazendo questões polêmicas e renegadas pela sociedade, como o empoderamento sexual das pessoas com deficiência e os direitos das pessoas trans.

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Webserie aposta em elenco 100% inclusivo para discutir tabus sociais

"Mulheres em Série" chega à terceira temporada trazendo questões polêmicas e renegadas pela sociedade, como o empoderamento sexual das pessoas com deficiência e os direitos das pessoas trans.

Representatividade é a palavra de ordem da websérie Mulheres em Série, que estreou em janeiro de 2016, no YouTube, com o propósito de desmistificar a figura de “mulher padrão”. Na obra, as protagonistas também são idosas, negras, lésbicas, prostitutas, transgêneros, gordas e mulheres com deficiência. Um corajoso trabalho que ousa reabrir feridas sociais profundas, comumente ignoradas pela mídia mainstream, como o estupro, o cross-dressing, a sexualidade das pessoas com deficiência e das pessoas idosas, o aborto, a gordofobia, entre outras.
Já na primeira temporada, a série teve mais de 16 mil visualizações na internet – 7 mil apenas no YouTube – e foi exibida em quatro festivais de produções audiovisuais. Um deles foi o Los Angeles CineFest, do qual foi semifinalista na categoria “melhor websérie”. A série também pretende se inscreve no Festival de Cannes de 2020.
Para Renata Freire, produtora executiva da série, o empoderamento feminino vai muito além da identificação entre o público e os personagens. Por isso, Mulheres em Série extrapola a ficção e traz a realidade para dentro do set de filmagem, com equipe técnica e elenco inclusivos. As personagens trans, por exemplo, são interpretadas por atrizes trans. “Para nós, não faria sentido abordar problemas que afetam as mulheres trans e as cadeirantes, por exemplo, sem a participação dessas pessoas na discussão”, justifica.

Novos episódios
Contemplada pelo Programa VAI de 2019, a websérie chega à terceira temporada com fôlego renovado para continuar trazendo à tona questões urgentes que afetam as mulheres brasileiras. Com estreia prevista para julho de 2020, a nova temporada terá 16 episódios e contará com o trabalho de mais de 150 profissionais – só no elenco são 80 pessoas.
O retorno da série retoma o drama de Mônica, vítima de estupro no final da primeira temporada, que descobre-se grávida na segunda e decide ter o bebê. O público também acompanhará os esforços de Madalena para escrever as histórias de Elaine e Rebeca, assassinadas na segunda temporada. E o núcleo websex continua mostrando as aventuras sexuais da cadeirante Afrodite e de Apolo, personagem com paralisia cerebral. Outra mostra do compromisso de Mulheres em Série com a inclusão são as interpretações em LIBRAS, que já acontecem nas live da série nas redes sociais e, em breve, incluirá o recurso nas temporadas anteriores.